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Imagem e voz fazem o caminho de volta para a Terra, passam aqui por Nova York, seguem por fibra ótica até o Brasil, chegando à casa de cada um dos nossos telespectadores.
Essa viagem toda dura pouco mais de um segundo. E acredite: o mundo deve toda essa tecnologia à corrida espacial.
Era a década de 50. Russos e americanos disputavam quem conquistaria o espaço primeiro. A Rússia conseguiu uma vitória, em 1957, quando uma bola de metal, cheia de antenas, deu início a uma nova era. O Sputinik foi o primeiro satélite a ir para o espaço.
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Cinco anos depois, os americanos lançaram o satélite Telstar, abrindo o espaço para primeira transmissão de TV via satélite. Dali em diante, a tecnologia espacial provocou uma revolução.
Com os satélites na órbita da Terra, o homem passou a se comunicar de qualquer canto do mundo, a qualquer hora.
Ligações telefônicas a preços acessíveis são conquistas daquele tempo. As mensagens instantâneas deixaram de ser ficção. Satélites espaciais usados pelos americanos para fotografar o território inimigo mais tarde retrataram todo o planeta.
E a tecnologia, que nos anos 60 só estava disponível no Pentágono e no Kremlin, acabou trazendo benefícios para toda a humanidade, com o monitoramento de queimadas, do desmatamento na Amazônia, o registro das mudanças climáticas e a previsão do tempo.
A partir dos satélites, os militares desenvolveram o GPS, o aparelho que virou a bússola do mundo moderno e que dá a direção para motoristas se localizarem na estrada.
Na cozinha, alimentos enriquecidos com tecnologia espacial. Leite de soja, iogurte e o leite em pó para bebês reforçados com a chamada "gordura boa", o ácido DHA, essencial para o desenvolvimento da visão e do cérebro.
Os cientistas descobriram essa substância quando pesquisavam alimentos nutritivos para os astronautas, que aguentassem a hostilidade do espaço.
Alguns filtros de água foram desenvolvidos pela Nasa para evitar bactérias no espaço. Tecnologias criadas a partir de pesquisas espaciais, que estão também em roupas para atletas de natação. E o relógio digital, inventado para dar precisão ao lançamento de foguetes.
As ferramentas movidas à bateria foram criadas para que os astronautas pudessem fazer consertos no espaço.
A astronauta americana Nicole Stott morou 18 dias debaixo d'água durante um programa da Nasa que testava técnicas medicinais para serem usadas no espaço.
Nicole explica que muito do que foi criado para lançar foguetes e mandar astronautas para o espaço é hoje usado para cuidar da saúde do homem, como equipamentos usados em hospitais e em laboratórios.
Algumas novidades ainda não foram adotadas por aqui. Este ano, os astronautas comemoraram, no espaço, o resultado de mais uma pesquisa cientíifica e brindaram bebendo água feita com xixi reciclado. Tim-tim.
FONTE: Edição do Jornal Nacional do dia 23/07/09
